CULTURA | TEATRO
20 jan 2012 | A trupe OPA!Lhaços faz a última apresentação em praça pública de "Procura-se - Uma farsa de amor" nos próximos sábado e domingo, 21 e 22 de janeiro, às 17h, no Largo do Caranguejo, em Itinga. A encenação é dos atores Marcos Moreira e Eveline Ferraz e a direção de Tonny Ferreira. O cuidado na produção de cada elemento cênico, um destaque desta produção, está presente no colorido e funcionalidade do cenário de Maurício Pedrosa, que reproduz um picadeiro de circo. A técnica de palhaçaria ficou a cargo de Felícia de Castro, a técnica de circo é de Edi Carlos “Binho”, os figurinos de Lorena Rocha e o som de Miguel. A peça aborda a solidariedade no dia-a-dia, ilustrada em esquetes que discutem o cuidado com a limpeza das ruas, a violência doméstica, o abuso de poder e a poluição sonora, entre outros. A linguagem do teatro de rua e do circo desarma a platéia para a mensagem educativa.
> © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 28.11.2012
> Eveline Ferraz e Marcos Moreira encenam Procura-se - Uma farsa de amor
Bom dia, Santo Amaro de Ipitanga
CIDADE | EDUCAÇÃO
18 jan 2012 | As matrículas nas escolas municipais de Lauro de Freitas poderão ser feitas a partir de hoje e até o dia 20, próxima sexta-feira. De acordo com a prefeitura, este ano foram criadas mais 6.721 novas vagas do ensino infantil ao nono ano, distribuídas nas 85 escolas e creches da rede municipal. Destes, 1303 estão em escolas do Centro, 637 em Vida Nova, 1183 em Portão, 2689 em Itinga e mais 909 em Areia Branca. A secretaria de Educação faz mutirão nas escolas durante o período de matrícula, a fim de assegurar que a inscrição não leve mais que 15 minutos.
As matrículas são informatizadas na maioria das unidades e divididas em cinco pólos. Em Itinga, alunos, pais ou responsáveis podem se dirigir às escolas Santa Julia, Dois de Julho e Eurides Santana. Em Vida Nova, o posto de matrículas funcionará na Escola Municipal de Vida Nova. No Centro, nas Escolas Fênix e Vila Praiana. Em Portão, nas Escolas Pedro Paranhos e Cadetes Mirins. Na localidade de Areia Branca poderão ser realizadas em todas as unidades. O atendimento será das 8h às 13h. É necessário apresentação da Carteira de Identidade ou Certidão de Nascimento, originais e cópias, comprovante de residência, duas fotos 3X4 e Carteira de Identidade e CPF do pai, da mãe ou responsável. O estudante oriundo de outra escola deverá apresentar o Atestado de Transferência.
Com informações da prefeitura de Lauro de Freitas
CIDADE | PROFISSIONALIZAÇÃO
17 jan 2012 | Acontece nesta quinta-feira, dia 19, às 9h, na Casa do Trabalhador, a aula inaugural de seis cursos profissionalizantes oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Lauro de Freitas, com 400 vagas, provenientes de convênio com a prefeitura. Outros dois convênios foram assinados com o governo do Estado e Ministério do Trabalho. Somados, perfazem mais de 1,2 mil vagas de capacitação oferecidas no município neste primeiro semestre do ano.
A falta de preparação para o mercado de trabalho é um dos fatores de risco identificados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Itinga durante diagnóstico da violência realizado no ano passado. O problema foi traduzido pelo percentual de jovens que não estudam. Os dados são do Plano Municipal de Segurança, encomendado pela prefeitura a uma consultoria especializada. Na faixa dos 15 aos 19 anos, quase 20% estão fora da escola. Entre os jovens de 20 a 24 anos, mais de 60% não estudam. A “falta de perspectiva para uma carreira”, sendo “difícil” encontrar vagas em cursos profissionalizantes e técnicos, foi a razão mais frequentemente apontada nos grupos de jovens pesquisados.
> FOTO DE JORGE CORDEIRO EM 22.08.2008
> Jovem usa equipamento em curso técnico profissionalizante na Bahia
Os cursos disponibilizados pelo Senai fazem parte do módulo de Aprendizagem Industrial de Nível Básico e os alunos contemplados são oriundos da rede pública de ensino. “Esses cursos têm grande importância no aperfeiçoamento e qualificação profissional para os jovens de nossa cidade”, avalia Aliomar Brito, secretário-chefe de Gabinete.
São cursos de operador de processo de produção, auxiliar de instrumentação industrial, suporte a hardware e redes de computadores, desenvolvedor de web, comunicação de dados e agentes de defesa ambiental. Cada curso tem duração de 880 horas/aula, com início no dia 23 e término previsto para dezembro. As aulas serão ministradas na Escola de Cadetes Mirins do Centro.
Outras 400 vagas estão asseguradas pelo convênio com o governo do Estado, por meio do Pronatec/Senai e mais 120 do convênio Pronatec/Senac. São dez cursos voltados para a área da construção civil, com carga horária de 240 horas. As aulas já foram iniciadas em cinco escolas da rede estadual: Bartolomeu de Gusmão, Américo Simas, Hermano Gouveia, Kleber Pacheco e Augostinho de Deus. “O objetivo é atender a demanda da comunidade e preparar os jovens para uma disputa mais equilibrada no mercado de trabalho”, afirma Eliseu Sandes, coordenador do Pronatec em Lauro de Freitas.
No Pólo Universitário Santo Amaro de Ipitanga (Pusai), o Centro de Educação Profissional da Bahia oferece mais 300 vagas para cursos na área de Tecnologia da Informação (TI) - manutenção em micro, rede de computadores, programação de jogos e suporte a informática. Jovens da rede pública estadual poderão se matricular nesta quarta e quinta-feiras, dias 18 e 19. Já os alunos das redes de ensino particular e pública municipal poderão se matricular nos dias 26 e 27. Os interessados devem apresentar cópia do CPF, do histórico escolar e da cédula de identidade. Os documentos originais devem ser apresentados com as cópias para autenticação. O início das aulas está previsto para o dia primeiro de fevereiro.
Com informações da prefeitura de Lauro de Freitas
CIDADE | IDENTIDADE
16 jan 2012 | Fiéis lotaram a Igreja Matriz de Santo Amaro de Ipitanga e seu adro, ontem, para mais uma celebração do dia do padroeiro – que se confunde com a própria identidade do lugar. A prefeita Moema Gramacho (PT), que no ano passado voltou a prometer o plebiscito sobre a reposição do verdadeiro nome do município, falou sobre a importância histórica da paróquia Santo Amaro de Ipitanga ao final da missa. A cidade nasceu da freguesia de mesmo nome que os jesuítas fundaram em 1578. “Estes 404 anos só foram permitidos pela graça de Deus, por aqueles que administraram esta igreja e pela força do nosso povo”, disse a prefeita.
Para Emanuel Paranhos, professor e pesquisador da cultura e da história de Lauro de Freitas, a festa do padroeiro é a mais representativa da cidade. “Vem do tempo em que Lauro de Freitas tinha o nome do santo. Vem de meu tataravô, meu bisavô, e as novas gerações dão continuidade mesmo com toda a diversificação religiosa. Desde menino que eu venho participar. O mais importante é manter a tradição, independentemente dos credos”.
Santo Amaro, discípulo predileto de São Bento, nasceu em Roma, no ano de 512. Assim como São Pedro e Jesus Cristo, Santo Amaro também ficou conhecido por andar sobre as águas para salvar seu primo quando se afogava. A igreja o canonizou em 1962 e sua festa acontece no dia da sua morte, 15 de janeiro.
A região foi depois rebatizada Lauro de Freitas em 1962, por casuísmo político do processo de emancipação. O nome do lugar era Santo Amaro de Ipitanga desde a fundação da freguesia da Companhia de Jesus, assim com o aeroporto que hoje pertence a Salvador. A secular igreja Matriz, tombada pelo Iphan, data do início do século 17 e é um dos mais importantes monumentos da arquitetura religiosa da Bahia.
> FOTO DE JOÃO RAIMUNDO EM 15.01.2012
> A procissão de Santo Amaro de Ipitanga deixa a igreja de 404 anos
CULTURA | TEATRO
15 jan 2012 | A Sociedade Cultural Távola, de Duzinho Nery, encerrou ontem a sexta edição do Festival Nacional Ipitanga de Teatro (FIT) com a cerimônia de premiação, destacando o espetáculo Olho, da Cia. Teatral Oops!.., de Goiânia (GO), vencedor em seis categorias. Outros destaques foram Acorda Aurora, da Cia Rataplan (melhor figurino e destaque), Jingobel, da Cia Teatro Diário (melhor ator-coadjuvante) e Benedita, de Bruno de Sousa (melhor maquiagem) – todas indicadas em sete categorias. “O Rubro Sangue”, do Cabo de Santo Agostinho, foi indicado a cinco prêmios, incluindo melhor texto.
> © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> O teatro lotado da cerimônia de premiação foi uma constante nesta edição do FIT > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> Álvaro Accioli (dir) agradece a Nery troféu de honra ao mérito entregue à Vilas Magazine > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> Bruno de Sousa, um dos destaques do FIT, com Benedita, indicada a sete prêmios
Foram sete dias e 28 peças de calibre variado num teatro já com condições mínimas – embora ainda não ideais – para receber espetáculos com a qualidade de alguns dos selecionados deste ano. Além do ingresso a R$ 3, a reforma parcial realizada no fim de 2010 pode ter contribuído para atrair um público maior do que nas edições anteriores. A sala para 177 lugares esteve lotada em vários espetáculos. Como em edições anteriores, a Sociedade Cultural Távola doou toda a arrecadação das apresentações infantis – pelo menos metade dos espetáculos – para o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC), de Salvador.
Pela primeira vez as companhias de teatro tiveram a oportunidade de se hospedar na cidade, numa casa especialmente alugada pela produção, pelo que várias das equipes estiveram presentes aos espetáculos. Também pela primeira vez, houve debates com o pessoal das companhias de teatro logo após as apresentações. A participação das várias trupes enriqueceu o bate papo, dando um sentido todo novo ao festival. A comissão julgadora, formada pelos reconhecidos Heraldo Souza, Etiene Bouças e João Lima, também presentes, qualificou as conversas.
Ainda no capítulo das grandes novidades, o secretário municipal de Cultura Antônio Lírio foi convidado por Duzinho Nery a subir ao palco para entregar um dos prêmios. Lírio, por sua vez, disse que o município “não poderia deixar de apoiar uma iniciativa tão importante” – e elogiou o trabalho de Nery. Esta edição do FIT recebeu um aporte de R$ 30 mil do Fundo Municipal de Cultura, além de contar com o Fundo de Cultura da Bahia e, nas palavras da Sociedade Cultural Távola, com o “apoio fundamental da prefeitura de Lauro de Freitas”. Pouco depois, a convite da cantora e compositora Sandra Ribeiro, o secretário de Cultura voltaria ao palco para cantar em dueto com ela.
O secretário municipal de Governo Ápio Vinagre, também presidente do Conselho Municipal de Cultura – único representante do poder público a prestigiar os espetáculos do FIT ao longo da semana – anunciou a destinação de parte da verba do Fundo para editais locais dirigidos à produção de teatro. O montante pode chegar a R$ 500 mil este ano. Se forem bem aproveitados, os editais poderão inaugurar uma nova etapa neste segmento da cultura de Santo Amaro de Ipitanga, já com o FIT em nova escala de qualidade.
A Vilas Magazine foi homenageada pela Sociedade Cultural Távola com um troféu de “honra ao mérito” pela cobertura do FIT ao longo dos anos. Para Duzinho Nery, “é um apoio importantíssimo que tem de ser reconhecido”. O troféu foi recebido por Álvaro Accioli Ramos, que representou o diretor-editor da revista Carlos Accioli Ramos. “Vocês é que estão de parabéns”, disse ele. “Cobrir eventos como este é uma obrigação de qualquer veículo de comunicação e a Vilas Magazine faz a sua parte”, destacou.
Pela primeira vez em seis anos, foi selecionado para o festival um grupo de Lauro de Freitas. “Blup, Nem Tudo que Cai na Rede é Peixe”, do Ereoatá Teatro de Bonecos, chegou a ser indicado como melhor espetáculo infantil, mas o prêmio foi para Sonhos de Palhaço, de Os Pregadores do Riso, de Araçatuba (SP).
Marcos Moreira, da trupe local Opa!lhaços – mais conhecido pelo espetáculo “Cinco contra um” e que estréia “Procura-se” no circuito teatral de Salvador este mês – também subiu ao palco, mas como membro da platéia, a convite de Isaú Firmino, diretor, autor, ator e figurinista de “Acorda Aurora”. Também um espetáculo de palhaços, a produção paraibana faturou os prêmios de melhor figurino e de destaque pelo conjunto da obra. Ao final da cerimônia Duzinho Nery fez uma referência especial às companhias de teatro do interior da Bahia que participaram do festival, sublinhando a grande necessidade de apoio que o setor tem – uma realidade também em Santo Amaro de Ipitanga.
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> O FIT movimentou o Cine Teatro e Marcos Moreira foi ao palco em Acorda Aurora (dir) > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> A equipe de produção do FIT reune-se em palco com Duzinho Nery (esq) ao fim da cerimônia
Confira os premiados e indicados da sexta edição do Festival Nacional Ipitanga de Teatro
Melhor espetáculo adulto
OLHO (CIA OOPS!) GOIÂNIA GO
INDICADOS
Acorda Aurora (Cia Rataplan) João Pessoa PB
Benedita (Bruno de Sousa) Salvador BA
Jingobel (Cia Teatro Diário) Feira de Santana BA
Melhor espetáculo infantil
SONHOS DE PALHAÇO (OS PREGADORES DO RISO) ARAÇATUBA SP
INDICADOS
Blup, Nem Tudo que Cai na Rede é Peixe (Ereoatá Teatro de Bonecos) Lauro de Freitas BA
Remendo Remendó (A Outra Cia de Teatro) Salvador BA
Brisalenta (Jorge Miyashiro Teatro de Bonecos) Bauru SP
Melhor diretor
IVAN LIMA, por OLHO (CIA OOPS!) GOIÂNIA GO
INDICADOS
Márcio Sherrer por Jingobel (Cia Teatro Diário) Feira de Santana BA
Luiz de Lima Navarro por O Rubro Sangue (Cara & Coragem) Cabo de Santo Agostinho PE
Bruno de Sousa, por Benedita (Bruno de Sousa) Salvador BA
Melhor texto
SERGIO ROVERI, por O ENCONTRO DAS ÁGUAS (GRUPO BOCA DE CENA) ARACAJU SE
INDICADOS
Claudio Simões, por Jingobel (Cia. Teatro Diário) Feira de Santana BA
Mauri de Castro, por Paradoxo (Cia Marula) Goiânia GO
Luiz de Lima Navarro, por O Rubro Sangue (Cara & Coragem) Cabo de Santo Agostinho PE
Melhor ator
JOÃO BOSCO AMARAL, por OLHO (CIA OOPS!) GOIÂNIA GO
INDICADOS
Jonathan Rodrigues, por O Encontro das Águas (Grupo Boca de Cena) Aracaju SE
Bruno de Sousa, por Benedita (Bruno de Sousa) Salvador BA
Isaú Firmino , por Acorda Aurora (Cia Rataplan) João Pessoa PB
Melhor atriz
PAULA IBÑEZ, POR JAGUARETÉA (CIA CIRCE – PAULA IBAÑEZ) PINDAMONHAGABA SP
INDICADOS
Belly Nascimento, por O Rubro Sangue (Cara & Coragem) Cabo de Santo Agostinho PE
Samanta Sanford, por Entre Sonhos e Lençóis (Imaginarium de Teatro), Fortaleza (CE)
Melhor ator-coadjuvante
LEONARDO TELES, por JINGOBEL (CIA TEATRO DIÁRIO) FEIRA DE SANTANA BA
INDICADOS
Wilson Macêdo, por Jingobel (Cia Teatro Diário) Feira de Santana BA
Netto Ribeiro, por Acorda Aurora (Cia Rataplan) João Pessoa PB
Melhor atriz-coadjuvante
EDDY VERISSIMO, POR REMENDO REMENDÓ (A OUTRA CIA DE TEATRO) SALVADOR BA
INDICADA
Carla Soares, por Senhora dos Afogados (Cia. Teatral Farinha Seca) Euclides da Cunha BA
Melhor cenário
JEOVÁ DE LUCENA, POR OLHO (CIA OOPS!) GOIÂNIA GO
INDICADOS
Rodrigo Frota, por Benedita (Bruno de Sousa) Salvador BA
Trupe Cara & Coragem, por O Rubro Sangue (Cara & Coragem) Cabo de Santo Agostinho PE
Isaú Firmino, por Acorda Aurora (Cia Rataplan) João Pessoa PB
Melhor figurino
ISAÚ FIRMINO, POR ACORDA AURORA (CIA RATAPLAN) JOÃO PESSOA PB
INDICADOS
Luiz Buranga e Luiz Antônio Jr., por Remendo Remendó (A Outra Cia de Teatro) Salvador BA
Diana Moreira, por Benedita (Bruno de Sousa) Salvador BA
Renato Grecco e Zeze Caerubini, por O Misterioso Fim de Pâmela Sanches (Cia Balaco do Bacco) Ribeirão Preto SP
Melhor trilha sonora
LINO CALAÇA, por OLHO (CIA OOPS!) GOIÂNIA GO
INDICADOS
Roquildes Junior, por Remendo Remendó (A Outra Cia de Teatro) Salvador BA
Iradilson Bispo, por O encontro Das Águas (Grupo Boca de Cena) Aracaju SE
Leandro Villa, por Benedita (Bruno de Sousa) Salvador BA
Melhor iluminação
JOÃO BOSCO AMARAL, POR O OLHO (CIA OOPS!) GOIÂNIA, GO
INDICADOS
Luiz de Lima Navarro, por O Rubro Sangue (Cara & Coragem) Cabo de Santo Agostinho PE
João Bosco Amaral, por Paradoxo (Cia Marula) Goiânia GO
Eloi Pessoa, por Acorda Aurora (Cia Rataplan) João Pessoa PB
Melhor maquiagem
RAMONA AZEVEDO, POR BENEDITA (BRUNO DE SOUSA) SALVADOR BA
INDICADO
Leonardo Teles, por Jingobel (Cia Teatro Diário) Feira de Santana BA
Destaque
CIA RATAPLAN (JOÃO PESSOA PB) PELO CONJUNTO DA OBRA EM ACORDA AURORA
INDICADOS
Wellington Rodrigues, pela atuação em Embriagada (Cia Teatral Moreira Campos) Fortaleza CE
Raiane Leticia, pela atuação em As Aventuras de Zim e Zuta no Planeta Sorriso (Cia Teatral Trevo Pernambucano) Cabo de Santo Agostinho PE
Edelweiss Vieira, pela preparação corporal em Olho
CULTURA | TEATRO | CRÍTICA
15 jan 2012 | Olho, da Cia. Teatral Oops!.., de Goiânia (GO), grande vencedor da sexta edição do Festival Nacional Ipitanga de Teatro (FIT), é o espetáculo que o gênio norte-americano Edgar Allan Poe, mestre do estilo gótico do século 19, teria escrito. Numa adaptação do conto “The Tell-Tale Heart” (ou coração delator), a peça realiza a façanha de transpor para o palco o terror que fez de Poe uma referência do gênero.
> © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> João Bosco Amaral agradece um dos seis prêmios de Olho, incluindo melhor espetáculo > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 11.01.2012
> O grande "olho" a fitar o público e a cena em que o mordomo se esgueira para o quarto > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 11.01.2012
> A cadeira vazia: impossível não perceber o velho ali sentado
Melhor espetáculo do festival, Olho deu a Ivan Lima o prêmio de melhor direção, a João Bosco Amaral o de melhor ator e faturou ainda outros quatro prêmios. Levou os troféus de melhor trilha sonora (Lino Calaça), melhor cenário (Jeová de Lucena) e melhor iluminação (João Bosco Amaral). A montagem conquistou ainda uma indicação a Destaque do Festival com Edelweiss Vieira, que assina a preparação corporal de João Bosco.
O conto investe na psicologia do terror para castigar um assassino sem sentimento de culpa – mas encurralado pela sua própria insanidade, numa decorrência natural do processo mesmo que levou ao assassinato. O que o texto trabalha é a fixação de um mordomo pelo olho cego de seu patrão.
A quase ausência de recursos ao horror explícito – coisa que poderia ser tranquilamente transcrita para o palco – representa um desafio plenamente vencido neste Olho. A atuação de João Bosco Amaral, pedra angular do espetáculo, tem o sofisticado apoio de todos os aspectos técnicos, incluindo os que não foram premiados.
No cenário, uma imensa e sombria mansão está perfeitamente dimensionada pelas sombras projetadas. O grande relógio suspenso no centro absoluto do palco é o próprio olho a fixar e incomodar o público. A iluminação, que podia ter ficado pela ambientação lúgubre, está também a serviço dos personagens. João Bosco está sozinho em palco, mas é impossível deixar de ver o velho na cadeira vazia.
A produção apurada não é, aqui, mero preciosismo ou exibição de talento, mas uma necessidade absoluta para alcançar Edgar Allan Poe. A referência ao mestre impõe uma responsabilidade que facilmente teria sido descumprida.
Mas fundamental é o desempenho do ator. O ponto alto da performance está na sequência em que o mordomo descreve o esgueirar-se pela porta do quarto para observar o olho cego do patrão, que dorme. O turbilhão insano que dá personalidade ao assassino fica marcado na descrição do horror que o olho lhe causa. A própria platéia mataria o velho apenas para se livrar daquele sentimento incômodo. É nisso que o espetáculo aposta – e vence.
CULTURA | TEATRO | CRÍTICA
15 jan 2012 | Uma das mais merecidas premiações da sexta edição do Festival Nacional Ipitanga de Teatro (FIT), entregues ontem no Cine Teatro de Lauro de Freitas, foi para Leonardo Teles, melhor ator-coadjuvante em Jingobel – a conhecida obra do premiado feirense Cláudio Simões – mas não só pela atuação. O espetáculo recebeu sete indicações, incluindo o de melhor espetáculo adulto pela comissão julgadora e pelo júri popular, melhor texto, melhor direção, melhor maquiagem e ainda uma segunda para melhor ator-coadjuvante pela atuação de Wilson Macedo. A Cia Teatro Diário volta a apresentar Jingobel no próximo dia 25, no Espaço Xisto Bahia, em Salvador.
> © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> Leonardo Teles agradece o prêmio no seu primeiro festival de teatro > FOTO DIVULGAÇÃO
> Wagno Matos (esq), Wilson Macedo e Leonardo Teles (dir) em Jingobel: no tom certo
Trata-se, senão da enésima, pelo menos da quinta montagem do espetáculo que põe três mulheres a debater temas já debatidos à exaustão, geralmente em busca do politicamente correto: solidão, velhice, discriminação, violência, religião. O mérito deste Jingobel, assinado pela Companhia Teatro Diário, de Feira de Santana, está na fuga ao óbvio, acrescida de uma inédita qualificação do original. Sob a direção de Márcio Sherrer, o trio em palco faz do limão uma genial limonada.
Diante de um texto repleto de estereótipos e com personagens a condizer, Wagno Matos, Wilson Macedo e Leonardo Teles corrigem o tom para oferecer uma comédia de primeira linha. Elisa, a amante abandonada, Vanusa, a lésbica e Teresa, a evangélica, assumem a caricatura que são. O primeiro acerto está na escolha de intérpretes masculinos para os papéis femininos. Os demais acertos quase decorrem disso.
A formula do transvestismo, nem sempre bem sucedida, resulta muito bem neste Jingobel por conta da performance do trio em palco, que soube dosar personalidade e caricatura. É assim que, ao contrário do que se viu em montagens anteriores, a personagem lésbica tem nada de masculino e a evangélica coisa nenhuma de fanática. Ao tempo que calibra o humor em cena, o equilíbrio na construção das caricaturas reforça uma veia irônica que trespassa o texto – quase um novo texto.
A maquiagem – que rendeu uma indicação também a Leonardo Teles – vai no mesmo sentido. Nem tanto que transborde as personagens, nem tão pouco que fique devendo. Sem a concorrência de Benedita, que merecidamente faturou a categoria, o prêmio seria de Jingobel. Leonardo, quase 22 anos, que participou de um festival de teatro pela primeira vez, assina ainda o cenário. O prêmio cabe melhor pelo conjunto da obra, e pela ousadia de trupe em qualificar um texto de Cláudio Simões.
POLÍTICA | DIA DO PADROEIRO
15 jan 2012 | Saíu às ruas ontem o cortejo do dia do padroeiro, Santo Amaro de Ipitanga. Rumo à Igreja Matriz, para a lavagem das escadarias, as baianas mais uma vez encontraram o adro fechado. Em ano de eleições, o mais expressivo da festa foram os blocos partidários, que procuraram marcar presença, à semelhança do que ocorre na lavagem do Bonfim. Os três principais pré-candidatos à prefeitura desfilaram acompanhados de nomes ilustres e mostraram volume de apoiadores. Ao bloco do PP, comandado pelo vereador Márcio Paiva, compareceram o deputado federal João Leão, ele mesmo pré-candidato à prefeitura de Salvador e o deputado estadual Cacá Leão. Chico Franco (PCdoB) desfilou ao lado dos deputados federais Alice Portugal e Daniel Almeida. No bloco do PT, o vice-prefeito João Oliveira era o centro das atenções da prefeita Moema Gramacho (PT).
> © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> As baianas chegam à escadaria da Matriz, mais uma vez com o adro fechado > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> Márcio Paiva e Mário Negromonte Jr. (dir), Jorge Amado (esq), João e Cacá Leão > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> A prefeita Moema Gramacho e o vice João Oliveira com militante e seu bebê a caráter > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> As baianas a caminho da Igreja Matriz para a lavagem das escadarias > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> Victor Quilici (dir) e Matheus Athayde, da Juventude do PSDB, à frente do bloco tucano > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> Grupos culturais abrem o cortejo que seria seguido pelos partidos políticos > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> Chico Franco (centro), Guri (esq), Alice Portugal, Ney Campello e Almeida (dir) > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> Os meninos da fanfarra, sempre um colorido especial nos cortejos > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 14.01.2012
> O bloco do PSB pediu menos sujeira nas ruas durante a lavagem
POLÍTICA | DIA DO PADROEIRO
13 jan 2012 | A sucessão municipal de 2012 em Lauro de Freitas começa de fato amanhã, com o cortejo comemorativo do Dia de Santo Amaro de Ipitanga, padroeiro da cidade. Tal como em anos anteriores e à semelhança do que ocorre no Bonfim, em Salvador, os partidos políticos irão em peso às ruas em meio aos grupos culturais. A maioria dos partidos planeja reforçar a presença no cortejo, que só não será maior do que o do cinquentenário da emancipação, em 31 de julho – praticamente às vésperas da eleição. O ponto central do evento é a Praça da Matriz, onde se instala o palanque das figuras ilustres do cenário político. Os grupos começam a sair da região do estádio municipal às 9h.
> FOTO DE JOÃO RAIMUNDO EM 12.01.2012
> Moema Gramacho (dir), Fátima Mendonça e Jaques Wagner no cortejo do Bonfim > FOTO DIVULGAÇÃO EM 12.01.2012
> Chico Franco (centro), Alice Portugal e Daniel Almeida no cortejo do Bonfim
BAHIA | DROGAS
11 jan 2011 | A ampliação da rede dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Lauro de Freitas está entre as ações do Plano Viver sem Drogas, apresentado hoje no Centro de Convenções, com a participação da cantora Margareth Menezes. A prefeita Moema Gramacho (PT), que estava acompanhada pelo vice-prefeito João Oliveira (PT), considerou o plano “uma das mais importantes ações no combate às drogas na Bahia, por investir em todo o ciclo, da prevenção à reinserção social dos usuários”. A iniciativa, que integra o Programa Pacto Pela Vida, prevê investimento de R$ 42 milhões.
> FOTO DE JOÃO RAIMUNDO EM 11.01.2012
> Equipe do GGIM posa para foto com Moema Gramacho, João Oliveira e Margareth Menezes
Para a prefeita, “a experiência de Lauro de Freitas com o Caps Álcool e Drogas nos mostra a importância de se investir nestas unidades”. O Estado conta hoje com 16 dessas unidades. De acordo com a coordenadora técnica do Caps AD e do Consultório de Rua do município, Flávia Souza, em 2011 foram atendidos 858 pessoas com tratamento intensivo, semi-intensivo e não intensivo. Atualmente 412 usuários estão matriculados no serviço, sendo 60% em atendimento.
O Consultório de Rua, que atende com oficina crianças e jovens nas localidades de Lagoa da Base e Itinga e em breve estará em Portão, também faz busca ativa às pessoas com problema de saúde, o que contribui para o bom resultado. Cerca de 1300 pessoas já foram encaminhadas ao sistema municipal de Saúde, a maior parte delas com problemas de dependência química. O próximo passo já em andamento é a qualificação profissional para geração de renda.
Em outra ação coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), o município implantou o Projeto Lua Nova, que investe na recuperação de mães dependentes por meio da qualificação profissional. O GGIM também é responsável pelo programa de ensino à distância de prevenção à droga que já treinou mais de mil pessoas, entre professores e agentes de saúde e comunitários, para a identificação, encaminhamento e acompanhamento de usuários.
“Eles aprendem a lidar com esse problema e a prestar à comunidade os esclarecimentos sobre os riscos. Quando estes programas estiverem totalmente implantados teremos uma rede efetiva de combate e prevenção ao uso de drogas”, afirma José Carlos Arruti, coordenador do GGIM.
O Viver sem Drogas é resultado de estudos da Câmara Intersetorial de Enfrentamento às Drogas. Durante a cerimônia, o governador Jaques Wagner assinou o decreto de transferência do Fundo Estadual de Saúde para os municípios. “É mais um passo neste caminho de combate às drogas. Nós vamos vencer esta batalha com certeza” – discursou o governador.
De acordo com o Secretário Estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Almiro Sena, a meta é tratar 8320 dependentes entre 2012 e 2015. O Plano, ainda segundo ele, vai priorizar a capacitação dos profissionais de saúde.
Com informações da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas
CULTURA | TEATRO | CRÍTICA
10 jan 2011 | Bruno de Sousa mostrou ontem em Santo Amaro de Ipitanga a sua Benedita, trabalho solo desenvolvido a partir de experiência acadêmica, na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia e com a orientação de Fábio Vidal e Danilo Pinho. À sofisticação que essa origem garante, o espetáculo soma uma emoção à flor da pele que é própria de quem acabou de por o pé na estrada. Aos 25 anos, Bruno faz questão de se referir à peça no contexto da formatura recente, do desafio que é estar pronto para o mundo – como se fosse mesmo assim – e dos sonhos que se apresentam por construir. Benedita é como que um rito de passagem.
> © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 09.01.2012
> A Benedita de Bruno de Sousa: uma Estamira linear e crescentemente complexa > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 09.01.2012
> Bruno de Sousa durante o bate-papo com o público depois do espetáculo
A velha lavadeira nasceu para ser personagem pelo exercício da construção e não de um qualquer insight criativo. Nasceu, além disso, do talento de Bruno para a modulação da voz. Construída a partir do improviso, incorpora referências diversas, costuradas ao longo de dois anos com método e transpiração.
O destaque mais óbvio é Estamira, personagem-título do muito premiado documentário de Marcos Prado. Morta em julho do ano passado, Estamira foi catadora de lixo no aterro sanitário de Gramacho, na Baixada Fluminense. A testagem de limites entre a insanidade irrecuperável e a extrema lucidez, espinha dorsal do documentário, é também o que formata a Benedita de Bruno.
Mas ao contrário de Estamira, que vivia mergulhada em permanente caos-lúcido, Benedita parte do improvável rumo ao razoável. A rota, sem tirar força ao personagem, permite que o público se aproprie dele e com ele se identifique. A velha de tons medievais que primeiro surge no palco depois cede espaço a uma lavadeira – que então se revela progressivamente mais complexa.
A cenografia de Rodrigo Frota e o figurino de Diana Moreira são um espetáculo à parte – e contam parte da história. A trouxa disforme que inicialmente compõe a cena vai depois revelar complexidade própria e acompanhar o desenrolar do personagem. Ao final do espetáculo, todo um cenário com múltiplas referências em diversos setores terá saído do hermético pacote. A luz é de Pedro Dultra e a trilha sonora de Leandro Villa.
A apresentação de ontem no Festival Nacional Ipitanga de Teatro (FIT) faz parte do início de percurso do espetáculo, que estreou em novembro último no Teatro Gamboa Nova, em temporada que teve sempre casa lotada.
CULTURA | TEATRO | CRÍTICA
9 jan 2012 | O pernambucano Luiz Navarro levou ontem ao palco do Festival Nacional Ipitanga de Teatro (FIT), em Santo Amaro de Ipitanga, o que pode ter sido, na origem, um drama edipiano de primeira qualidade. Em algum ponto entre a criação e esta quarta encenação o espetáculo terá sido suavizado e transformado em tragédia amorosa. Nem por isso o trabalho perdeu qualidade técnica, mas fica a sensação de que o conceito original foi sonegado à platéia. Personagens com potencial para mandar um recado poderoso revelam-se, ao fim e ao Cabo, mero trio às voltas com paixões, entretanto desperdiçando uma competente releitura de Édipo para o século 21.
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> Marcilio Moraes, o Édipo ausente: personagem central > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 08.01.2012
> A sequência da sedução, central a uma trama que não compareceu em cena > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | 08.01.2012
> Mãe e filho em diálogo que apresenta o incesto, negado mais adiante
“O rubro sangue sobre as folhas amarelecidas do outono” é produção assinada pela trupe Cara & Coragem, do Cabo de Santo Agostinho (PE), que venceu o prêmio do Juri Popular na edição anterior do FIT com “Entre a porta e a esquina”. A origem do trabalho de Luiz Navarro, também diretor, pode ser intuída logo na primeira cena, quando mãe e filho ajustam contas: ele que retorna a casa, ela casada com um desconhecido. O diálogo não deixa dúvidas sobre uma relação incestuosa – que será inexplicavelmente desmentida no desfecho.
A negação do Édipo desvaloriza e marginaliza a cena central da trama: não satisfeito em eliminar o padrasto, o garoto trata antes de seduzi-lo. Duas bem elaboradas sequências revelam a intenção de sublinhar primeiro um assassinato moral. Muito próximas do sensual, as cenas definem um garoto que manipula o desejo do padrasto para chegar a justificar o seu assassinato físico, não pela culpa produzida no algoz – também presente – mas pela via da rendição final ao desejo.
O nu, que teria emprestado notável peso à primeira cena, vai se tornando uma tradição do FIT pela ausência e não se pode debitar essa escolha a uma suposta suavização do espetáculo. Já numa segunda cena de idêntico conteúdo sensual, Navarro dá-se ao luxo de negar à platéia o beijo do par masculino, impondo em vez disso a inacreditável metáfora da maçã que ambos mordem.
Paralelamente, a trama do triângulo amoroso, que seria entregue ao final do espetáculo contra todas as expectativas, deixa a personagem feminina ao desabrigo. A atenção que a montagem dá ao par masculino ofusca definitivamente qualquer intenção de equipara-lo aos amores que ambos tenham por ela. O roteiro mostra-se incompatível com a tragédia romântica até mesmo na construção da personagem. Desejosa do marido, para conservá-lo em casa ela chega a propor que se entenda com o filho – numa perspectiva em que, desde o início, não caberia o suposto amante tomado de ciúmes.
A interpretação de Marcilio Moraes na pele do garoto, Gilson Paz na do marido e Belly Nascimento – a mãe que não o era – parece não sofrer com o roteiro, que flui bem, apesar dos refluxos. Fica apenas a necessidade de saber como estariam em palco se o Édipo fosse assumido.
O que deixa de fluir como poderia é a participação de Jaílson Vidigal, que narra trechos da história enquanto a datilografa. Isolado numa plataforma e enfiado num macacão cor-de-laranja, típico de um presidiário, o narrador explica ao público, ao fim, que é o próprio garoto, envelhecido e encarcerado pelos crimes que cometeu. Haveria a intenção de antecipar-lhe a identidade, até porque o crime de Édipo é conhecido. Conforme contou Luiz Navarro, em encenações anteriores a plataforma estava entre grades, que foram dispensadas – por dispensáveis.
De acordo com Navarro inspirada no universo do cineasta Pedro Almodovar, a peça quis abusar das cores nos figurinos e provavelmente da interpretação histriônica típica das obras do espanhol – metas que ficaram por alcançar, sem que a qualidade da produção tenha sido arranhada. O diretor explicaria depois que não há a intenção de homenagear Almodovar ou de lhe ser, de alguma forma, fiel, mas defendeu que a estética vai nesse sentido.
Ficou de fora, entretanto, o que de mais almodovariano poderia haver na montagem: um Édipo que seduz o padrasto.
CULTURA | TEATRO
7 jan 2012 | O Festival Nacional Ipitanga de Teatro (FIT) recebe trinta espetáculos a partir de hoje no Cine Teatro de Lauro de Freitas. Na sua sexta edição, o FIT fica em cartaz até o dia 14, numa maratona de quatro peças diárias, sempre às 10h, 15h, 18h e 21h, com ingressos a R$ 3. O teatro foi parcialmente reformado há cerca de um ano e já conta com climatização e poltronas apropriadas.
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| > Cartaz do FIT no saguão do Cine Teatro de Lauro de Freitas: 30 espetáculos | ||
| > FOTO DE JOÃO MILLET MEIRELLES | ||
| > Cena de Remendo, Remendó, de A Outra Companhia de Teatro, de Salvador | ||
A abertura, hoje às 10h, fica por conta do grupo Ereoatá Teatro de Bonecos, de Itinga, que apresenta o espetáculo infantil “Blup, nem tudo que cai na rede é peixe”, conforme adiantado pela Vilas Magazine no mês passado. É a primeira vez que um grupo de Lauro de Freitas, ainda o único, é selecionado para o festival. Às 15h apresenta-se A Outra Companhia de Teatro, de Salvador, com o espetáculo infantil Remendo, Remendó. Às 18h é a vez de Senhora dos Afogados 3° Ato, da Cia Teatral Farinha Seca, de Euclides da Cunha. De Feira de Santana, às 21h, sobe ao palco a Companhia Teatro Diário com Jingobel. Confira as sinopses abaixo. O encerramento, no dia 14, ficará por conta do espetáculo Ambivalência(s) do grupo Novo Ato Cia de Teatro, de Goiânia (GO). Dirigida a adultos, a peça fala do ser humano e dos seus conflitos pessoais, dualidades, múltiplas personalidades – ambivalências. A produção é extraída da obra do escritor Miguel Jorge. Um dos espetáculos mais atraentes da mostra é o “Diferente”, do grupo Vozes em Gesto, de Salvador (foto da capa, de Rafael Martins). A peça está programada para 13 de janeiro, uma sexta-feira, às 18h. Com texto do dramaturgo baiano Cláudio Simões, Ivan Santos, Leandro Rocha e Roberto Salles, que também assina a direção, a peça é falada na Língua Brasileira de Sinais e em português. A produção, pioneira do gênero na Bahia, exigiu uma abordagem diferenciada na elaboração do texto, escrito especialmente para a ocasião. Os autores basearam-se em situações e experiências apresentadas nas oficinas realizadas no início de 2011 no Projeto Vozes em Gesto. Os vinte participantes tiveram aulas de teatro, mímica corporal dramática – e de Libras. A peça conta a história de amor entre uma moça e um rapaz surdo, que ganha um novo sentido quando contada na língua de sinais. Atores não-surdos dividem o palco com surdos e abordam questões relacionadas à igualdade nas diferenças. Em palco, os atores conciliam português e Libras para contar a história de amor de Daniele, uma jovem secretária ouvinte, e Vitor, um ator aspirante que é surdo. Nesse encontro, a surdez aparece apenas como mais uma das diferenças que ligam os personagens, sem transformá-la em um problema, nem o surdo em alguém que precisa ser “aceito”. Ao contrário do que imagina a maioria das pessoas, a língua de sinais utilizada pelos surdos não oralizados é muito mais que mímica. Os conceitos e imagens mentais que a Libras expressa constituem um idioma completo, com gramática própria, inteiramente diverso do português. O poder expressivo da língua de sinais é muitas vezes superior ao das linguagens orais. A Libras, reconhecida por lei como segunda língua oficial do Brasil, é utilizada pelos personagens em diversos momentos, propiciando ao público surdo acompanhar o desenrolar dos acontecimentos sem a utilização de traduções simultâneas fora da cena. Por também ser falado em português, o espetáculo permite amplo entendimento ao público ouvinte, além de estimulá-lo a se familiarizar mais com a linguagem de sinais. O FIT é uma realização da Sociedade Cultural Távola, produzido pelo diretor Duzinho Nery. O grupo é responsável também pela tradicional encenação da Paixão de Cristo na Praça da Matriz. Confira abaixo a programação completa e as sinopses, fornecidas pela organização do FIT: Dia 7 de janeiro – Sábado – 10h Grupo: EREOATÁ TEATRO DE BONECOS Cidade: LAURO DE FREITAS-BA Espetáculo: BLUP, NEM TUDO QUE CAI NA REDE É PEIXE (infantil) Censura: LIVRE Direção: RUBENVAL MENESES Texto: ELIETE TELES O espetáculo conta as peripécias vividas por Blup, um peixinho brincalhão de barbatanas, grandes e escamas coloridas, espécie bem diferente encontradas nos corais de águas rasas, por este motivo, ele tem dificuldades de fazer amizade com outros peixes. Ao brincar com o seu único amigo recente, um caranguejo viajante. Blup termina entrando em uma loca misteriosa, que dá acesso ao reino das águas profundas. Dia 7 de janeiro – Sábado – 15h Espetáculo: REMENDO REMENDÓ (infantil) Grupo: A OUTRA COMPANHIA DE TEATRO Cidade: SALVADOR-BA Censura: LIVRE Direção: LUIZ ANTONIO JR. Texto: CELL DANTAS, INACIO D´EUS, VINICIO OLIVEIRA A peça conta histórias e “causos” que costuram um espetáculo bordado com músicas do cancioneiro popular nordestino. Dia 7 de janeiro – Sábado – 18h Grupo: CIA TEATRAL FARINHA SECA Cidade: EUCLIDES DA CUNHA-BA Espetáculo: SENHORA DOS AFOGADOS 3° ATO (adulto) Direção: ALFREDO JUNIOR Texto: BASEADO NA OBRA DE NELSON RODRIGUES A tragédia, cujo enredo se passa nas proximidades do mar, traz para o centro da cena a família Drummond e as sucessivas tragédias que acometem seus membros. Uma fidelidade conjugal de 300 anos é abalada em meio às circunstâncias do desejo transgressor, nascido entre os membros daquela família tradicional, oriunda de um passado obscuro. Dia 7 de janeiro – Sábado – 21h Grupo: COMPANHIA TEATRO DIÁRIO Cidade: FEIRA DE SANTANA-BA Espetáculo: JINGOBEL (adulto) Censura: 12 anos Direção: MÁRCIO SHERRER Texto: CLAUDIO SIMÕES Três mulheres vivem uma situação trágica, se não fosse cômica, e cômica se não fosse trágica, na noite de Natal, vivendo as situações mais absurdas numa noite embalada por músicas do rei Roberto Carlos. O texto provoca risos, mas também reflexão por retratar, com lirismo, a solidão a que está condenada boa parte dos moradores dos centros urbanos. Dia 8 de janeiro – Domingo – 10h Grupo: COMPANHIA TEATRAL TREVO PERNAMBUCANO Cidade: CABO DE SANTO AGOSTINHO-PE Espetáculo: AS AVENTURAS DE ZIM E ZUTA NO PLANETA DO SORRISO (infantil) Censura: LIVRE Direção e texto: HOTON ESTEVES (baseado na obra de Roberto Villani) O espetáculo narra a história de dois astronautas que arriscadamente fazem uma viagem espacial em busca das riquezas de um planeta desconhecido. Agora, para por as mãos nessas riquezas, os aventureiros vivem um dia enlouquecido, encontrando brinquedos que falam, cantam e vivem muitos mistérios, neste lugar onde os adultos não têm vez. Dia 8 de janeiro – Domingo – 15h Grupo: CIA. MESTREMUNDO DE HISTÓRIAS Cidade: SÃO PAULO-SP Espetáculo: BEM LONGE DA TRAÇALÂNDIA (infantil) Direção: CLAUDIO CABRERA Texto: RUY JOBIM NETO A peça fala das aventuras de Druzilla, uma faminta traçinha que devora livros, e cujas histórias ficam dentro da sua barriguinha. Um dia Druzilla se perde de sua família e vai parar numa estante velha e empoeirada de uma biblioteca abandonada. Dia 8 de janeiro – Domingo – 18h Grupo: GRUPO TEATRAL BOCA DE CENA Cidade: ARACAJU-SE Espetáculo: O ENCONTRO DAS ÁGUAS (adulto) Censura: 12 anos Direção: IRADILSON BISPO Texto: SÉRGIO ROVERI O espetáculo mostra duas pessoas se cruzam sobre uma grande ponte. Marcelo, sensibilizado com uma tragédia pela qual se julga culpado, pensa em dar cabo da própria vida. Apolônio, um artesão misterioso, dá início a um perigoso jogo, fazendo uso do sarcasmo e da poesia. Enquanto observam as águas do rio subir, vão aos poucos invadindo o mundo um do outro. Dia 8 de janeiro – Domingo – 21h Grupo: TRUPE CARA & CORAGEM Cidade: CABO DE SANTO AGOSTINHO-PE Espetáculo: O RUBRO SANGUE SOBRE AS FOLHAS AMARELECIDAS DO OUTONO (adulto) Censura: 14 anos Direção e texto: LUIZ DE LIMA NAVARRO O espetáculo propõe um olhar teatral sobre a estética do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, contando histórias de personagens que à primeira vista parecem absurdas, mas que trazem, na essência, o que há de mais humano: os sentimentos à flor da pele. Dia 9 de janeiro – Segunda-feira – 10h Grupo: CIA CLARA TEATRAL Cidade: MOGI DAS CRUZES-SP Espetáculo: COISA DE MENINO-BONECO (infantil) Censura: LIVRE Direção e texto: RODRIGO ROMÃO BATISTA Na peça, dois homens relembram suas infâncias representando com objetos, instrumentos e canções a história do Boneco de Pano. O personagem vive situações comuns aos meninos, como se apaixonar pela heroína do desenho animado da televisão e usar o sofá como cama elástica. Dia 9 de janeiro – Segunda-feira – 15h Grupo: JORGE MIYASHIRO TEATRO DE BONECOS Cidade: BAURÚ-SP Espetáculo: BRISALENTA (infantil) Censura: LIVRE Direção e texto: JORGE MIYASHIRO Talindo vai até Brisalenta para ouvir as histórias de dona Hortaliça. No entanto, dona hortaliça perdeu as suas histórias. Talindo resolve ajudá-la e passa por vários desafios. Dia 9 de janeiro – Segunda-feira – 18h Grupo: CIA MAIS CARAS DE TEATRO Cidade: FORTALEZA-CE Espetáculo: PRATATIVANDO (adulto) Mateus, astucioso por natureza, utiliza da sua esperteza para enveredar no “show”, apresentado por um cantador, que presta homenagem ao poeta Patativa do Assaré. Depois de conseguir a façanha, começa uma grande viagem pela obra de Patativa. Música, poesia, embolada de coco e sapateado estão no caldeirão de “Pratativando”. Dia 9 de janeiro – Segunda-feira – 21h Espetáculo: BENEDITA (adulto) Grupo: Solo de Bruno de Souza – Salvador-BA Direção e Texto: Bruno de Souza Orientação e Colaboração Dramatúrgica: FÁBIO VIDAL Uma simpática lavadeira-curandeira-bruxa-feiticeira fala da sua vida de perdas, amores, tragédias, risos, superações. Benedita faz um ritual de passagem enquanto fala sobre sua vida. A doce senhora carrega uma trouxa com panos limpos e roupas sujas de cores vivas. Com uma mistura do mundo místico e com aquilo que não se classifica, ela passa pelo curandeirismo e espiritualização, misturando características de muitas crenças e afirma as matrizes da cultura popular. Dia 10 de janeiro – Terça-feira – 10h Grupo: OS PREGADORES DO RISO Cidade: ARAÇATUBA-SP Espetáculo: SONHOS DE PALHAÇOS (infantil) Censura: 5 anos Direção e texto: FLAVIO ESTEVÃO O espetáculo mostra um dia típico na vida de dois amigos. Um deles, feixe de nervos, obrigado ao constante exercício do controle para não estourar, é o mais caprichoso dos dois. O outro, dono de uma loja peculiar, ajoelha-se pedindo clemência. Duas atitudes psicológicas do homem: o impulso para cima e o impulso para baixo, dividido e separado. Dia 10 de janeiro – Terça-feira – 15h Grupo: TEATRO VITRINE Cidade: FORTALEZA-CE Espetáculo: PORTAS ABERTAS (adulto) Censura: 14 anos Direção: SOARES JUNIOR Texto: ANNALIES BORGES/ MARINA BRIZENO O espetáculo é inspirado na busca do eu feminino para alcançar seus anseios sem se submeter às imposições sociais. A dúvida, o questionamento e a revelação do eu interior são o eixo central desta montagem, que convida e desafia o público a chegar ao mundo instintivo onde todas as verdades estão postas. Dia 10 de janeiro – Terça-feira – 18h Grupo: TEATRO LABIRINTO Cidade: SÃO PAULO-SP Espetáculo: STRANGENOS (adulto) Censura: 14 anos Direção: GINA MONGE Texto: DANIEL ALBERTI e GINA MONGE O espetáculo conta a história de migrantes em busca de um sonho. Tentando se encontrar num cotidiano distante de sua terra natal, embarcam numa viagem para dentro de si mesmo num novo cotidiano. Vivem num embate constante com problemas de comunicação, intermináveis interrogatórios, a solidão na velhice e a loucura das grandes cidades. A peça traz à tona o tema da migração, colocando em evidência desencontros, preconceitos, discriminações, intolerância, dramas e conflitos. Dia 10 de janeiro – Terça-feira – 21h Grupo: CIA. GENTE DE TEATRO DA BAHIA Cidade: SALVADOR-BA Espetáculo: AS FEMINISTAS DE MUZENZA (adulto) Censura: 12 anos Direção: LUIS BANDEIRA Texto: CLEISE MENDES/HAYDIL LINHARES A história se desenvolve a partir da tentativa de várias mulheres de criar um movimento feminista. O espetáculo é uma comédia política e inteligente. Dia 11 de janeiro – Quarta-feira – 10h Grupo: OS PREGADORES DO RISO Cidade: ARAÇATUBA-SP Espetáculo: PALHAÇOS (adulto) Censura: 16 anos Direção: BETO MAGNANI Texto: TIMOCHENCO WEHBI O espetáculo traz um artista que não mede esforços para, mesmo no camarim, estabelecer o jogo e provocar o seu interlocutor: um fã, que naquele dia, tomou coragem de atravessar a barreira para cumprimentar, com todo o “frio na barriga”, o palhaço que acabara de proporcionar grandes gargalhadas a platéia. Porém, com a autoridade de quem já viveu muitos “frios na barriga”, o palhaço aproveita o tempo entre uma sessão e outra para desnudar o seu fã, inquietando-o, despertando-o e comovendo-o. Dia 11 de janeiro – Quarta-feira – 15h Grupo: GOTA, PÓ E POEIRA Cidade: GUAÇUÍ-ES Espetáculo: BOM DIA TODAS AS CORES (infantil) Censura: LIVRE Direção e texto: CARLOS OLA A peça é uma fábula sobre a aceitação da diferença. Há o camaleão que, à medida que encontra outros bichos, vai mudando de cor de acordo com o pedido de cada um. Fica azul pelo pernilongo, verde por causa do louva-deus, laranja pela sabiá, roxo atendendo à borboleta, preto pelo besouro e nunca mantém sua personalidade. Vendo as incoerências do camaleão, uma joaninha comenta sua falta de personalidade e resolve implicar com o bichinho. Está formada a confusão. Dia 11 de janeiro – Quarta-feira – 18h Grupo: CIA MARULA Cidade: GOIÂNIA-GO Espetáculo: PARADOXO (adulto) Censura: 12 anos Direção: JOÃO BOSCO AMARAL Texto: MAURI DE CASTRO O espetáculo busca explicitar a relação do homem contemporâneo com a solidão, o desconhecido e a desconfiança sobre o outro. A peste é a metáfora da própria condição da humanidade em nossos tempos, com o descaso da educação formal, da segurança pública, da relação desgastada no ambiente familiar, dificuldades econômicas e sociais, onde nossos quadros regulares tendem a desmoronar, e cada qual passa a se preocupar apenas consigo mesmo. Dia 11 de janeiro – Quarta-feira – 21h Grupo: CIA TEATRAL OOPS!... Cidade: GOIÂNIA-GO Espetáculo: OLHO (adulto) Censura: 12 anos Direção: IVAN LIMA Texto: ADAPTAÇÃO DO CONTO “CORAÇÃO DELATOR” DE EDGAR POE É um espetáculo que busca manter a essência narrativa do conto, mantendo toda a atmosfera “noir”, “policial” e “terror” que o romântico Allan Poe propõe na maior parte de suas obras. Para isto, juntou-se ao texto inicial, trechos de algumas obras de autores como Artaud, Shakespeare e Bacon. Dia 12 de janeiro – Quinta-feira – 10h Grupo: CIA TEATRAL MOREIRA CAMPOS Cidade: FORTALEZA-CE Espetáculo: EMBRIAGADA... EU QUERO DESABAFAR (adulto) Censura: 16 anos Direção e texto: WELLINGTON RODRIGUES A peça relata a vida cômica e trágica de Dolores, uma mulher feia, datilógrafa, semi-analfabeta, magra, casada há dez anos com um marido machista, egoísta, ignorante e estúpido. Embriagada e em meio a devaneios, diante a situação em que se encontra, à beira de um ataque de nervos, ela resolve desabafar tudo aquilo que a sufoca. Dia 12 de janeiro – Quinta-feira – 15h Grupo: GRUPO DE TEATRO E PALHAÇOS DO CEARÁ Cidade: FORTALEZA-CE Espetáculo: A PRINCESA E O SAPO (infantil) Censura: LIVRE Direção e texto: LUCIANO LOPES Era uma vez uma linda princesa chamada Rosalinda, que esperava ansiosa a chegada do príncipe Lindoval. Os dois pretendiam casar e viver felizes para sempre. O que eles não esperavam é que a malvada bruxa Marapuxa, que puxa os cabelos das crianças, iria se apaixonar pelo príncipe. Dia 12 de janeiro – Quinta-feira – 18h Grupo: IMAGINARIUM DE TEATRO Cidade: FORTALEZA-CE Espetáculo: ENTRE SONHOS E LENÇÓIS (adulto) Direção: THAÍS PAZ Texto: THAIS PAZ O espetáculo é uma adaptação de textos poéticos que tratam principalmente de relacionamentos, devaneios, alucinações, decepções, frustrações. ”Entre Sonhos e Lençóis” é o espaço-tempo em que a personagem se revela e se mostra. Extremista, irônica e vulnerável, ela é construída no emaranhado de sentimentos e sensações, que se permeia entre os sonhos, as mentiras e as ironias. Dia 12 de janeiro – Quinta-feira – 21h Grupo: CIA BALACO DO BACCO Cidade: RIBEIRÃO PRETO-SP Espetáculo: O MISTERIOSO FIM DE PÂMELA SANCHES (adulto) Censura: 12 anos Direção: RENATO GRECCO Texto: LÉO SANTAROSA e RENATO GRECCO O espetáculo conta a história de uma excêntrica milionária e seu desastroso fim. Em meio a jóias, vestidos e glamour, Pâmela Sanches é a figura desta trama de folhetim onde o universo da farsa toma conta dos personagens, que são todos suspeitos. Dia 13 de janeiro – Sexta-feira – 10h Grupo: CIA. ESPIRAL DE TEATRO Cidade: SÃO PAULO-SP Espetáculo: O LENHADOR (adulto) Direção e texto: ALEXANDRE ZAMPIERI O espetáculo aborda a relação do homem com a natureza e a natureza do homem. Por meio da comicidade, atitudes do lenhador revelam a racionalidade e superioridade muitas vezes impensada da condição humana. Dia 13 de janeiro – Sexta-feira – 15h Grupo: CIA CIRCE – PAULA IBAÑEZ Cidade: PINDAMONHAGABA-SP Espetáculo: YAGUARETÉA (adulto) Censura: 14 anos Direção: PAULA IBÑEZ Texto: ADAPTAÇÃO LIVRE DE PAULA IBAÑEZ O espetáculo traz uma conversa incontestável com alguém que nunca esteve e nunca estará. Sua única possibilidade de sobrevivência é ser Yaguaretéa. Uma mulher-iuaretê (onça verdadeira em tupi-guarani) protéica. Um ser dividido, esquizofrênico, entre o mundo harmoniosamente cruel dos animais e o desarmoniosamente cruel dos humanos. Dia 13 de janeiro – Sexta-feira – 18h Grupo: VOZES EM GESTO Cidade: SALVADOR- BA Espetáculo: DIFERENTE (adulto) Direção: ROBERTO SALLES Texto: CLÁUDIO SIMÕES, IVAN SANTOS, LEANDRO ROCHA E ROBERTO SALLES A peça conta a história de amor entre uma moça e um rapaz surdo, que ganha um novo sentido quando contada em Libras (Língua Brasileira de Sinais). Atores ouvintes dividem o palco com outros deficientes auditivos e abordam questões relacionadas à igualdade nas diferenças. Dia 13 de janeiro – Sexta-feira – 21h Grupo: CIA RATAPLAN Cidade: JOÃO PESSOA-PB Espetáculo: ACORDA AURORA (adulto) Censura: 12 anos Direção: ISAÚ FIRMINO Texto: ISAÚ FIRMINO O espetáculo é uma paródia do clássico infantil “A Bela Adormecida”, empregando a linguagem do circo-teatro e descobrindo momentos cruciais da história, que são trabalhados de maneira relaxada e engraçada. As piadas utilizadas são velhas como o próprio conto, mas ganham uma roupagem atual, que provoca aquela sensação em ter o direito de rir de bobagens. Dia 14 de janeiro – Sábado – 15h Grupo: NOVO ATO CIA DE TEATRO Cidade: GOIÂNIA-GO Espetáculo: AMBIVALÊNCIA (S) (adulto) Censura: 16 anos Direção: LUIS CLÁUDIO Texto: MIGUEL JORGE O espetáculo apresenta personagens que vivenciam angústias, medos, frustrações e mistérios, envolvendo vários recortes sociais. São discutidos assuntos como sexo, casamento, prazer, medo da solidão, ambição, sensibilidade emocional e mitos, entres outros assuntos. Dia 14 de janeiro – Sábado – 18h - CONVIDADO Grupo: CULTURAL DA UNIVERSIDADE SÃO TOMÁS DE MOÇAMBIQUE Cidade: MAPUTO – MOÇAMBIQUE Espetáculo: AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ (Adulto) Diretor: Paulo João Baptista Fungulane “As Voltas Que O Mundo Da” conta a história da sociedade africana e da típica sociedade moçambicana, em que grande parte dos homens e mulheres, quando se casam, passam a morar na casa dos pais do cônjuge. O espetáculo aborda os conflitos culturais e de comportamento que nascem dessa situação. Com informações da Sociedade Cultural Távola | ||
destaques |
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| Cultura | Teatro FIT 2012 inaugura nova etapa para o teatro |
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| Política | Dia do Padroeiro Lavagem destaca pré-candidatos à prefeitura |
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| Cidade | Segurança ONU faz diagnóstico da violência em Itinga |
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| Cidade | Segurança Aumento da violência é destaque nacional |
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| Cidade | Meio Ambiente Prefeitura usa asfalto ecológico em buracos |
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| Cidade | Transporte Anúncio do metrô não inclui Estrada do Coco |
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O espaço do Clube do Cavalo, em Vilas do Atlântico, está definitivamente resguardado da especulação imobiliáriaAntônio Rosalvo (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, sobre a sanção da Lei que inclui emenda protegendo a área de ser edificada |
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20 jan 2012 | A trupe OPA!Lhaços faz a última apresentação em praça pública de "Procura-se - Uma farsa de amor" nos próximos sábado e domingo, 21 e 22 de janeiro, às 17h, no Largo do Caranguejo, em Itinga. A encenação é dos atores Marcos Moreira e Eveline Ferraz e a direção de Tonny Ferreira. O cuidado na produção de cada elemento cênico, um destaque desta produção, está presente no colorido e funcionalidade do cenário de Maurício Pedrosa, que reproduz um picadeiro de circo. A técnica de palhaçaria ficou a cargo de Felícia de Castro, a técnica de circo é de Edi Carlos “Binho”, os figurinos de Lorena Rocha e o som de Miguel. A peça aborda a solidariedade no dia-a-dia, ilustrada em esquetes que discutem o cuidado com a limpeza das ruas, a violência doméstica, o abuso de poder e a poluição sonora, entre outros. A linguagem do teatro de rua e do circo desarma a platéia para a mensagem educativa. 






