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Aumento da demanda também causa problemas ambientais

Redação Vilas Magazine - Em 04/04/2017

Em Lauro de Freitas, a prioridade da entidade ambientalista Rio Limpo continua a ser a revitalização dos rios e a devolução do volume de água ao Joanes, abrindo as comportas da barragem, no Jambeiro. Em tempos de escassez de água para o abastecimento humano, a probabilidade de que essa medida venha a ser tomada é nula, mas Caio Marques, representante da Rio Limpo, alerta para a necessidade de continuar a discutir o assunto.
 
“Com o aumento significativo da população na capital e região metropolitana, a quantidade de água captada passou a ser insuficiente para o abastecimento humano, o que obriga a Embasa a transferir água bruta da barragem de Pedra do Cavalo, na bacia do rio Paraguaçu, para Salvador e sua Região Metropolitana”, verifica. 
 
De acordo com ele, a produção de água nas calhas dos rios Ipitanga e Joanes é inferior ao volume de captação de água realizada pela Embasa”. Isso impede o transbordamento diário, impossibilitando o fluxo natural dos rios. Para Marques, o volume de captação é superior ao outorgado. “O alto consumo de água impõe seca às suas calhas”, afirma.
 
Já após as barragens do rio Ipitanga “a calha seca é contaminada por efluentes líquidos, esgotos domésticos e industriais, trazendo para a cidade de Lauro de Freitas odores e contaminações prejudiciais à saúde e à qualidade de vida”, afirma ele. A consequência mais prejudicial, para ele, é a contaminação da calha do rio Joanes após o encontro com o Ipitanga.
 
Caio Marques diz que a degradação ambiental “culminou na desvalorização dos imóveis ribeirinhos, fechamento de empresas e hotéis, extinção do terminal turístico de Portão, assim como extinção do esporte e do turismo náutico, extinção da contemplação do patrimônio natural, dos manguezais, plantas e aves, além da perda de trabalho e renda, para mais de 500 cidadãos envolvidos, direta ou indiretamente, com a pesca e mariscagem artesanais, outrora praticada pela comunidade, na maioria moradores do Bairro de Portão”.
 
A entidade pretende incluir na lei municipal de contrapartidas a possibilidade de ser exigida a realização de obras e de Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas que visem a revitalização da bacia do rio Joanes. Também quer “negociar com a Embasa soluções para a redução da contaminação do rio Joanes pelo rio Ipitanga, com a construção de estações de tratamento”.
 
Um “estudo para a implantação de fluxo mínimo de água bruta nos barramentos do rio Ipitanga e Joanes para permitir a diluição dos esgotos” é outra reivindicação apresentada no último Dia Mundial das Águas.
 
Por fim, a Rio Limpo pede a adequação do município à Lei Federal n° 12305/10, de Resíduos Sólidos e à Lei Federal 11.445/07, que trata do Saneamento Básico.
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