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Greenpeace promove mobilização pelas abelhas em Vilas do Atlântico

Thiara Reges - Em 31/07/2019

Voluntários do Greenpeace Salvador
 
O Parque Ecológico de Lauro de Freitas recebeu, no dia 13 de julho, um evento de mobilização e educação ambiental em prol das abelhas, insetos fundamentais no processo de polinização das plantas. O público presente no parque participou de diversas atividades integrando diversão e conhecimento por toda a tarde.
 
Organizado pelo Greenpeace Salvador, o objetivo central da ação é despertar o olhar da população para as pautas sobre o meio ambiente, principalmente quanto aos impactos que o desequilíbrio provoca na nossa vida. Segundo Rafael Copello, 38, educador ambiental e coordenador do GT Educação no Greenpeace Salvador, “a mídia vem falando sobre a morte de grande quantidade de abelhas, e um dos responsáveis são os agrotóxicos usados nas lavouras. Existe inclusive um estudo que aponta que se toda a população de abelhas morrer, a raça humana ficará extinta em quatro anos”, alerta Rafael.
 
Durante o evento foram realizadas atividades como pintura facial, envolvendo principalmente as crianças, exposição, coleta de assinaturas para a petição, oficinas de papel semente e compostagem em baldes, silk em camisetas e ecobags, e roda de conversa musicada, com o grupo cultural Boi Tricotado.
 
“Nós tentamos de todas as formas tornar o processo de educação ambiental o mais natural possível. Da mesma forma que existem os analfabetos funcionais, nós entendemos que existem os analfabetos funcionais da ecologia; se você falar com essas pessoas vai perceber que elas sabem separar o lixo, sabem que devem jogar o lixo no lixo, mas talvez não consigam entender que relação tem isso com o todo, com o mundo. Nosso papel é sensibilizar para que as pessoas se conscientizem que elas devem cuidar de suas casas”, frisa Rafael.
 
SALVE AS ABELHAS
O Greenpeace alerta que apenas entre dezembro e março passado, mais de meio bilhão de abelhas foram encontradas mortas em diversas regiões do país. Grande parte disso se deve ao uso contínuo, e por vezes indiscriminado, de agrotóxicos nas lavouras. O Brasil, por sinal, é um dos países que mais utilizam veneno no mundo.
 
“A morte das abelhas gera impacto direto em nossa vida, um exemplo disso é diminuição nas colheitas e a lentidão na recomposição de florestas”, destaca Rafael. Cerca de 73% das espécies vegetais do planeta dependem das abelhas no processo de polinização – levar o pólen da estrutura reprodutiva masculina para a estrutura reprodutiva feminina da mesma ou de outras flores, garantindo assim a formação de frutos e sementes. O vento, a água e a gravidade, também são agentes de polinização. No Brasil existem em média 1.600 espécies de abelhas.
 
Sobre a participação dos cidadãos no processo de preservação das abelhas, e do meio ambiente, Rafael destaca que todas as ações, por menores que sejam, vão contribuir para o resultado final. “Da separação e coleta do lixo, que já foi amplamente divulgado, até a seleção e plantio de sementes que estimulem o papel das abelhas. Durante muito tempo pensamos sobre que mundo deixaremos para nossas crianças; acontece que já estamos usando o que é deles, tomamos emprestado, e temos que devolver minimamente da mesma forma que pegamos”, conclui Rafael.
 
O Greenpeace Salvador está em atividade desde 2007. Hoje conta com 35 voluntários, atuando em manifestações, coleta de assinaturas para petições e educação ambiental, com ações mensais regulares em Salvador e região metropolitana. Mais informações: siga o @geenpeacessa nas redes sociais.
 
Rafael Copello conduzindo as oficinas de compostagem de resíduos orgânicos em baldes e papel semente

 

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