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Isolar-se em casa ainda é a medida de prevenção mais eficaz

Redação Vilas Magazine - Em 01/04/2020

O isolamento é a medida mais eficaz para reduzir a propagação da doença, mantendo o funcionamento de serviços essenciais. Essa é a orientação que vem sendo adotada em diversos países do mundo. O distanciamento social impede até que pessoas de todas as idades, eventualmente contaminadas, mas sem sintomas, disseminem o vírus. Ao circular, tanto jovens como mais velhos podem adquirir a infecção e transferi-la a outros e para dentro de sua própria casa.
 
Cálculo divulgado pelo Signer Laboratory, dos Estados Unidos (veja gráfico), ilustra a importância do distanciamento pessoal. Se nada for feito, uma pessoa infecta outras 2,5 no espaço de cinco dias, levando a 406 pessoas infectadas 30 dias depois. Se a circulação de pessoas for reduzida em 50%, uma pessoa infectará 1,25 pessoas em cinco dias e outras 15 nos mesmos 30 dias seguintes. Se o isolamento reduzir a circulação em 75%, uma pessoa infectará apenas 2,5 pessoas no espaço de um mês.
 
O distanciamento social vale principalmente para pessoas com mais de 60 anos, que devem evitar o comparecimento ao trabalho ou frequentar qualquer ambiente fechado. A recomendação é sair de casa apenas para atividades essenciais, como comprar mantimentos ou remédios ou obter serviços de saúde, quando essas tarefas não puderem ser realizadas por outra pessoa.
 
Governos dos estados e de municípios já decretaram o encerramento completo de atividades não essenciais, pedindo que todos os que puderem fiquem em casa para desacelerar a disseminação do vírus e permitindo que o sistema de saúde atenda o máximo de pessoas ao longo de mais tempo.
 
Grandes cidades brasileiras já registram casos de transmissão comunitária, quando não é identificada a origem da contaminação. Com isso, o país entrou em uma nova fase, que visa criar condições para diminuir os danos que o vírus pode causar à população.
 
O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta avisa que “não há uma regra única para todo o país” e que “cada região deve avaliar com as autoridades locais o que se deve fazer caso a caso”. Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde Wanderson de Oliveira “é importante analisar o cenário de casos e possíveis riscos”.
 
Com base na evolução dos casos no Brasil, estima-se que, sem a adoção das medidas de prevenção, o número de casos da doença dobre a cada três dias, sobrecarregando os serviços de saúde. Atitudes adotadas no dia a dia, como lavar as mãos e evitar aglomerações, reduzem o contágio. Mas o Ministério da Saúde recomenda também a redução do contato social para reduzir as chances de transmissão do vírus – que é alta se comparada a outros coronavírus do passado.
 
As medidas gerais incluem o reforço da prevenção individual com a etiqueta respiratória – como cobrir a boca com o antebraço ou lenço descartável ao tossir e espirrar – o isolamento domiciliar ou hospitalar de pessoas com sintomas da doença por 14 dias, além da recomendação para que pacientes com casos leves procurem os postos de saúde.
 
Os vírus respiratórios se espalham pelo contato e por isso é importante a prática da higiene frequente e a desinfecção de objetos e superfícies tocados com frequência, como celulares, brinquedos, maçanetas e corrimãos. Até mesmo a forma de cumprimentar o outro deve mudar, evitando abraços, apertos de mãos e beijos no rosto.
 
Para os serviços públicos e privados, é indicado que disponibilizem locais para que os trabalhadores lavem as mãos com frequência, álcool em gel a 70% e toalhas de papel descartáveis. Há ainda a orientação sobre o uso de máscaras e outros Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
 
O Ministério da Saúde recomenda que a utilização de equipamento de proteção seja feita apenas por pessoas doentes, casos confirmados da doença, contatos domiciliares e profissionais de saúde. Para áreas com transmissão local da doença, é recomendado que idosos e doentes crônicos evitem contato social como idas ao cinema, shoppings, viagens e locais com aglomeração de pessoas.
 
É recomendada também a redução de deslocamentos para o trabalho. O Ministério da Saúde incentiva que reuniões sejam realizadas virtualmente, que viagens não essenciais sejam adiadas ou canceladas e que, quando possível, o trabalho seja realizado em casa.
 
Para as instituições de ensino, o ministério recomenda o planejamento de antecipação de férias, procurando reduzir prejuízos no calendário escolar, inclusive com a possibilidade de utilizar o ensino à distância.
 
No caso de um novo cenário, em que a transmissão estiver alta, a mudança de comportamento e rotina será imprescindível no enfrentamento da epidemia. Nesse sentido, adotar horários alternativos para evitar aglomeração de pessoas é uma das recomendações, como fazer as compras e utilizar o transporte público, por exemplo, fora do horário de pico.
 
“Essas medidas são recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foram – e estão – sendo utilizadas nos países que se encontram em surto para diminuir a transmissão dos vírus”, disse Wanderson de Oliveira. “O que não queremos é chegar ao nível da Itália e por isso precisamos nos antecipar”, explicou.
 
O ministério recomenda ainda que o plano deve incluir a compra de suprimentos para ter à mão caso a pessoa fique doente ou cuidando de algum enfermo da família. “Tudo isso deve ser feito de maneira racional, evitando compra exagerada e desnecessária”, ressalta Oliveira.
 
Para idosos, doentes crônicos e pessoas com outras condições especiais, como tratamento de câncer, transplantados, doente renais, a recomendação é conversar com o médico para que as receitas de medicamentos sejam renovadas e, se possível, dadas por um tempo maior. A medida evita deslocamentos à farmácia do posto de saúde ou do bairro no período de maior circulação de vírus respiratórios, como a influenza.
 
Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar bem as mãos, incluindo dedos, unhas, punho, palma e dorso com água e sabão e, de preferência, utilizar toalhas de papel para secá-las.
 
Além do sabão, outro produto indicado para higienizar as mãos é o álcool gel, que também serve para limpar objetos como telefones, teclados, cadeiras e maçanetas, entre outros. Para a limpeza doméstica recomenda-se a utilização dos produtos usuais, dando preferência para o uso da água sanitária, em uma solução de uma parte de água sanitária para nove partes de água, para desinfetar superfícies.
 
Utilizar lenço descartável para higiene nasal é outra medida de prevenção importante. Deve-se cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Também é necessário evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.
 
Para a higienização das louças e roupas, recomenda-se a utilização de detergentes próprios para cada um dos casos. Destacando que é importante separar roupas pessoais e de cama de pessoas infectadas para que seja feita a higienização à parte. Caso não haja a possibilidade de fazer a lavagem destas roupas imediatamente, a recomendação é que elas sejam armazenadas em sacos de lixo plástico até que seja possível lavar.
 
Além disso, as máscaras faciais descartáveis devem ser utilizadas por profissionais da saúde, cuidadores de idosos, mães que estão amamentando e pessoas diagnosticadas com o Coronavírus. Também é importante, segundo o Ministério da Saúde, que as pessoas comprem antecipadamente e tenham em suas casas medicamentos para a redução da febre, controle da tosse, como xaropes e pastilhas, além de medicamentos de uso contínuo.
 
Produtos de higiene também devem ser comprados e armazenados como uma medida de prevenção. No caso das crianças, recomenda-se que os pais ou responsáveis adquiram fraldas e outro produtos em uma maior quantidade para que se evite aglomerações em supermercados e farmácias.

 

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