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Dom, 02.02.2014

Falando de vitrines

Raymundo Dantas - Em 01/07/2020

Espero que, ao ler esta edição da revista Vilas Magazine, seu negócio já esteja aberto. Não sabemos até quando essa situação do vírus vai perdurar. Ótimo se já estiver normalizada a nossa vida. Assim, vou retomar nossas conversas, esperando que sejam úteis na sua volta à labuta.
 
Uma das grandes preocupações dos lojistas de varejo é com as vitrines de seus estabelecimentos. Elas precisam estar arrumadas satisfatoriamente, do ponto de vista do cliente, para quem elas existem.
 
O cliente gasta aproximadamente 4 segundos para passar na frente de sua loja. Por isso se espera da vitrine, em primeiro lugar, a atração irresistível, capaz de fazer o cliente parar para ver. Depois, é preciso que a vitrine agrade esteticamente, criando no consumidor uma sensação de prazer visual. A seguir ela deve promover a sedução do cliente para criar nele o desejo de possuir o que está exposto. E, finalmente, ela precisa produzir o impulso de compra.
 
Por isso não é fácil trabalhar com vitrines. Há toda uma sabedoria na arrumação, de modo a torná-la apta a percorrer os quatro estágios que levam à compra. Este conjunto de conhecimentos e técnicas é chamado vitrinismo, e é parte do chamado merchandising visual.
 
A vitrine, por si só, é uma mídia, ou seja, um instrumento de comunicação, de propaganda. Mas como qualquer mídia, a vitrine também tem que ser bem feita. Ela tem que se preocupar com a adequação aos desejos e expectativas do seu público alvo. Deve zelar pela imagem dos produtos e da loja, e além disso, precisa lidar muito bem com fatores, como a mensagem que se quer passar, e a emoção a ser transmitida.
 
Um problema básico de quem arruma vitrines é a administração do espaço. Ele precisa estar adequadamente utilizado. Vitrines muito cheias, produzem poluição visual, desagradam esteticamente e não conseguem atrair o cliente, nem lhe dar prazer. Por isso, embora ela esteja cheia de produtos, o cliente não os vê.
 
Por outro lado, grandes espaços vazios tiram também o prazer de ver e frustram o desejo da chamada fruição estética. Os espaços têm que ser bem utilizados, para pontuar a exposição dos produtos, fazer o cliente “respirar” entre um produto e outro, dar clareza à mensagem que você quer passar.
 
Outro aspecto fundamental no vitrinismo é a iluminação. Ela é capaz de criar um clima propício à sedução, através de corretos efeitos luminosos. Ela faz realçar os produtos e direciona o olhar de quem vê a vitrine. Por isso as vitrines devem ser bem iluminadas, ainda mais iluminadas que a loja e que o exterior, embora deva imitar o máximo possível a luz do sol, de modo a não distorcer as cores.
 
Não esquecer que o ponto principal de uma vitrine é a exposição dos produtos, ou seja destacá-los, dar-lhes expressão, criar uma atmosfera de aceitação e desejo, levando ao impulso de comprá-los.
 
Mas se o seu negócio é supermercado, não vale a pena pensar em vitrinismo. Afinal de contas, supermercados não têm vitrine.
 
Não têm vitrine? Não têm mesmo? Ledo engano! O que o supermercado não tem é gaveta, nem armário, para guardar os produtos na área de venda!
 
O supermercado é a única loja de varejo que é só vitrine! Tudo é exposição de mercadoria: estrados, painéis, gôndolas, prateleiras, cabeças de gôndola, displays, etc. Tudo isso é vitrine, ou seja, exposição destacada de produtos, que devem ser arrumados de modo a fazer parar o cliente, dar-lhe prazer visual, seduzi-lo e gerar nele o impulso de compra.
 
Não esqueça, porém, de fazer publicidade. Anuncie, para trazer o cliente até sua loja, para que veja sua vitrine e se complete o ciclo. Nesse retorno, a publicidade é fundamental.
 
Boa sorte nesta volta e bons negócios!
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