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Sebrae e CME Lauro de Freitas realizam série de lives sobre gestão de serviços de saúde

Redação Vilas Magazine - Em 10/09/2020

Vamos falar de gestão para empresas de saúde? Essa é a proposta do SEBRAE em parceria com a Câmara da Mulher Empresária de Lauro de Freitas - CME, que no dia 27 de agosto realizou a primeira live sobre o tema, conduzida por Patrícia Quadros, especialista em gestão de serviços de saúde.

Durante a live foram abordados temas como o processo financeiro em saúde da empresa, desde o atendimento do cliente ao recebimento do recurso na conta; como minimizar ou mesmo eliminar as glosas de sua empresa; e os três pontos fundamentais para gerir corretamente e obter resultados.

“Lauro de Freitas possui hoje uma boa oferta de serviços de saúde, e essa parceria da CME com o Sebrae visa fortalecer o setor neste momento de crise”, frisa Ana Paula Doria, Coordenadora da CME Lauro de Freitas. A unidade foi criada em março deste ano e tem por objetivo contribuir e legitimar as lideranças empresariais femininas no município.

Ana Paula destaca ainda, que ao longo do mês de setembro será divulgada a agenda das novas atividades para o setor de saúde, e a Vilas Magazine é parceira nesta divulgação. Acompanhe as nossas Redes Sociais.

Enquanto isso, fizemos uma entrevista com Patrícia Quadros, para aprofundar um pouco mais no tema. Confira:


Vilas Magazine: É fato que a Covid-19 atingiu todos os setores da economia, uns mais, outros menos. Olhando o cenário como um todo, já é possível mensurar os impactos sofridos pela área de serviços à saúde?

Patrícia Quadros: Podemos dizer que ainda não é possível mensurar todos os impactos dessa crise. Ainda não conseguimos contabilizar todo o impacto, mas já sentimos fortemente o que a pandemia nos trouxe. Ela desmascarou muitos de nós, desnudando a nossa falta de planejamento, a nossa incapacidade gerencial e, também, escancarou a necessidade de mudar essa realidade.
Empresas que não planejam não tem como se manter no mercado, ao mesmo tempo, que também aprendemos que o plano estratégico não é mais a longo prazo. Tudo está em uma velocidade cruel e exige de nós uma análise cada vez mais rápida e precisa para as tomadas de decisões.
Sabemos que não calculamos todos os impactos da pandemia, mas já temos a certeza que o gerenciamento das informações, gerando conhecimento aplicado à estratégia da empresa para se colocar à frente. Em um mercado altamente tecnológico, estar à frente será uma questão de quem gerencia melhor as informações que possui.


Vilas Magazine: Quando falamos de serviços à saúde não estamos falando apenas de clínicas médicas, correto?

Patrícia Quadros: Correto. Diretamente esse serviço abrange todo e qualquer estabelecimento que atua na promoção da saúde do indivíduo e isso engloba diversos profissionais, tais como médicos, fisioterapeutas, dentistas, entre outros.

Vilas Magazine: Culturalmente estamos acostumados com um atendimento médico presencial, mas durante os últimos meses tivemos que nos adaptar aos atendimentos virtuais. Essa opção se apresenta como uma solução para a manutenção financeira de unidades de saúde?

Patrícia Quadros: O atendimento on-line, mediado por tecnologias, atendimento à distância, como possa chamar a Telemedicina, é uma realidade. E embora esse tema tenha ganhado grande destaque atualmente, não é um assunto recente. Há muito se fala sobre esse novo formato e essa permissão de atuar em um momento de necessidade extrema, só fez antecipar o que estava previsto.
No entanto, o que já se sabe é que a telemedicina não substitui o atendimento presencial. Ela é um complemento importante que precisa ser estrategicamente pensado para sua organização. Não é porque todo mundo está usando que vai dar certo. É justamente porque todo mundo está usando que temos que pensar corretamente em como fazer para não ter um custo a mais e não conseguir obter o retorno de um investimento como esse. Não podemos esquecer que estamos falando de tecnologia, de nova tecnologia em um momento em que tecnologia está em alta. Pensar a empresa com um novo formato é fundamental para obter a resposta que se espera. Teremos atendimentos presenciais, online, híbridos e etc., mas a questão é justamente identificar qual a realidade, a demanda e a capacidade de atendimento da sua empresa, tanto física quanto em gestão. E somente assim saber o caminho a seguir e em que velocidade.

Vilas Magazine: Olhando pela ótica da prestação de serviço, administração, economia e o atendimento de saúde devem caminhar em harmonia para a lucratividade do negócio. É uma tarefa fácil? Onde estão os pontos mais delicados na gestão de serviços de saúde?

Patrícia Quadros: Não é uma tarefa fácil. Em nenhum segmento, é claro. Porém, no segmento em saúde, diferente de outros em que se fala sobre a queda dos custos de produção ao longo do tempo, não se observa uma redução nos custos para a produção dos serviços. E isso gera uma preocupação maior na hora de fechar as contas. Compreender os custos, saber como evitar as perdas e principalmente, alimentar e analisar de forma correta os relatórios com indicadores que permitam tomar as melhores decisões são rotinas fundamentais em uma organização.
O ponto mais delicado está na profissionalização da empresa, deixando de ser uma extensão do dono para uma entidade jurídica que precisa ter resultado.
Daí a importância de consultorias como essas que fornecem soluções que traduz em realidade

Vilas Magazine: Sabemos que não existe receita de bolo, mas quais são os 3 pilares fundamentais para gerir corretamente um negócio?

Patrícia Quadros: Os três pilares fundamentais para uma boa gestão em saúde são o resultado de ações em três etapas: produzir, cobrar e receber de forma adequada. Vou explicar!
- Produzir corretamente: Compreende quais produtos existem dentro da empresa, com quais profissionais para ofertar esse produto. Desde a questão técnica quanto a administrativa que tem a função de garantir o perfeito funcionamento de toda a empresa de forma correta, com profissionais habilitados, e competentes de forma cortês, eficaz, eficiente e efetivo.
- Cobrar adequadamente: Cobrar por cada produto utilizado, por cada serviço prestado, sem perdas, sem desperdício e compreendendo a lógica da distribuição dos processos. Cobrar é mais que um lançamento em sistema. É ter estabelecido, desenhado a ideia de quem faz o que e onde para obter algo em razão daquilo.
- Receber devidamente por cada serviço prestado. Aqui, entramos na parte de acompanhamento e controle. De retroalimentação do nosso sistema de gestão, capaz de fornecer informações relevantes ao processo do erro zero, que é de não poder errar da mesma forma.

Dentro dessa lógica, as consultorias contribuem para a melhoria nas receitas da empresa, pois já é sabido que não basta apenas faturar bem. Precisamos melhorar a receita da empresa.
Uma empresa em saúde, como qualquer outra, precisa ser vista com uma produção. Ou seja, entradas, setor produtivo e saídas, que é o resultado dos serviços prestados convertidos em satisfação do cliente e lucratividade para a empresa.
Por isso, gerir as Glosas, os repasses médicos, e cuidar do financeiro da empresa como um todo não é opção, diante dessa realidade. É questão de sobrevivência.

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