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DICA DE LEITURA DO JOANES AO JACUÍPE: História de muitas querelas, tensões e disputas locais

Thiara Reges - Em 01/11/2021

A história de um povo se preserva através de documentos, registro da história oral e muita pesquisa. E é isso que encontramos no livro Do Joanes ao Jacuípe: uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais, do professor, historiador e pesquisador Diego Copque (foto), que aborda a relevância da cidade de Camaçari e demais municípios da Região Metropolitana de Salvador, como Simões Filho, Lauro de Freitas, Dias D’Ávila e Mata de São João, para a historiografia brasileira, ressaltando o papel dos mesmos no contexto da colonização do Brasil desde o século 16.

Lançado em maio de 2021, a obra é o resultado de 20 anos de pesquisa e está dividida em quatro partes. A primeira, o foco recai nas relações políticas entre os poderes local e metropolitano, sediado em Lisboa, através de uma querela entre o capitão João Francisco da Costa, membro de uma importante família portuguesa, e o padre José Pereira Pinto, em torno da construção de uma ponte sobre o Rio Joanes.

A segunda parte se ocupa da reconstituição da sociedade local da Vila da Nova Abrantes do Espírito Santo, com destaque para os mecanismos utilizados por determinados grupos sociais para a conquista, controle e manutenção do poder local.

A terceira parte trata dos desdobramentos do legado patrimonial deixado pelo capitão João Francisco da Costa, que foi um dos maiores latifundiários da região e examina o processo de implementação da lei de terras, que buscava legitimar a posse de terras no Brasil, observando seu resultado prático na Vila de Abrantes. Para finalizar, a quarta parte do livro se atém à trajetória de algumas famílias residentes em Camaçari desde o século 18.

Ao longo da obra o autor destaca ainda a importância da “Estrada Real das Boiadas”, que passa por grande parte da região, estrada esta que foi usada como peça fundamental na “Guerra de Independência do Brasil na Bahia”, além de trazer argumentos quanto à real data de fundação do município, segundo o autor com um déficit de 200 anos.

Para conhecer mais sobre o autor e a obra acesse o Instagram @diego_kopke.

Boa Leitura!
 

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