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Pequenas ações podem evitar acidentes na praia e no calçadão

Moreno Sesti - Em 04/01/2022

Um lugar privilegiado. É assim que as pessoas definem a experiência de frequentar a praia e o calçadão de Vilas do Atlântico, atração festejada da orla de Lauro de Freitas. Lá é possível fazer exercícios, passear com a família, comer bons petiscos, admirar a natureza... Opções que atraem moradores e visitantes.

Com a chegada do verão e o clima quente na cidade, aumenta, em muito, a quantidade de banhistas todos os dias, com maior incidência nos finais de semana, e é preciso ter cuidado para que a diversão não acabe em dor de cabeça.

Allan Chung (43), que atua como salvavidas há oito anos na área, alerta que, com a flexibilização das restrições da Covid-19 e a chegada da alta temporada, um número maior de pessoas têm frequentado as praias, o que aumenta também o risco de afogamentos e outros incidentes.

“Como orientação básica, recomenda-se que as pessoas tenham bastante atenção às bandeiras nas praias. Elas sinalizam o perigo naquele determinado local. Aqui na praia de Vilas do Atlântico, colocamos a bandeira vermelha quando acontece a corrente de retorno e a bandeira amarela quando surgem buracos de areia. Banhistas precisam observar isso, principalmente quando estão acompanhados de crianças”, afirma.

Um dos atrativos para a criançada são as pequenas piscinas que se formam perto dos corais. Apesar de parecerem inofensivas, Allan destaca que os pais devem estar sempre atentos, sobretudo quando a maré estiver alta. ‘Água no umbigo, sinal de perigo’, diz o ditado.

Importante consultar a tábua de marés antes de ir para a praia (a Vilas Magazine publica em todas as edições a tábua de marés do mês e mais os 10 dias do mês seguinte). Poças são perigosas caso a maré esteja alta. De modo geral, nossa orientação é para não deixar as crianças sozinhas, um adulto deve sempre ficar relativamente perto. Mesmo a ‘piscina’ sendo rasa, existem buracos de areia que podem fazer a criança se afogar, caso não tenha alguém perto”.

Para quem frequenta a praia com regularidade, Allan acrescenta ainda que só se deve entrar no mar para dar socorro caso tenha noções básicas de como proceder em casos de afogamento, pois caso contrário, serão duas pessoas em perigo. “Ao perceber que uma pessoa está se afogando, caso você não tenha treinamento e equipamento necessário, é melhor não tentar salvá-la você mesmo. Nossa orientação é que procure rapidamente o salva-vidas mais próximo. Na urgência, muitas vezes as pessoas procuram ajudar e se tornam outra vítima, o que dificulta ainda mais o resgate”.

Pelo calçadão
Do alto de seu posto, Allan tem visão privilegiada do que acontece no mar e também no calçadão, por vezes, intervindo e dando orientações que possam ajudar na melhor convivência. “Falo mesmo: ‘Devagar meu brother, aqui passa criança, família, cachorro. Passe devagar’. Acontece de vir bicicleta, moto, quadriciclo, às vezes até pessoas montadas em cavalos passam pelo calçadão. Sempre que vejo em alta velocidade, converso com educação e peço para ir com mais calma”.

Sobre os animais na praia, Allan é direto: “Não que seja proibido, mas sempre recomendo que não os deixe soltos. Por vezes um cachorro solto, pode agredir outro, pelo próprio instinto do animal, e resultar em acidentes gravíssimos. Peço aos donos de animais que deixem os animais com coleira e tragam saquinhos para recolher as fezes”, pontua.

Quem usa o calçadão para fazer exercícios reforça que a velocidade às vezes é inevitável, e neste caso existem alguns cuidados que podem ajudar a evitar contratempos. “Quem usa o calçadão deve se lembrar que é muito importante se manter sempre à direita e deixar a esquerda livre. Muitas pessoas, assim como eu, usam o calçadão para fazer exercícios, correndo em alta velocidade, seja a pé ou até mesmo de bicicleta, o que pode provocar acidentes”, frisa o advogado Rodrigo Veiga (28), morador da cidade e frequentador assíduo da praia de Vilas do Atlântico. Ele destaca ainda que uma opção para evitar acidentes seria o uso da grama ou da faixa de areia pelas pessoas que estiverem conversando ou contemplando a natureza.

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